Geane Masago

Um espaço todo seu para puro deleite do leitor, aqui voce encontrará a poesia intimista. Seja bem vindo.

Wind love

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Velha infância e hoje

Já pintei o sete

brinquei de pique-esconde

amarelinha, balança-mas-não-cai.

Já provei o sorvete co-lo-rê.

Cantei quando, fui lá no Tororó.

Ganhei o anel de Terezinha,

mesmo tendo outro nome.

Me convidaram a fazer castelos-de-areia.

Eu fiz, eu chorei...

Veio uma onda forte e o levou.

Já pulei muita e, muita corda

muros e valetas, pisei descalça

pelo chão pela areia.

Estátua!

Era, minha brincadeira predilecta.

Ainda, é!

O tempo passou...

...a menina sapeca ainda vive, aqui.


Porém hoje,

brinco de sonhar e,

Poetar.
Geane Masago

Borboleta(r)

Sentimentos,
não se poder escolher.
*
Desejos,
difícil entender.
*
Querer,
uma questão de estar.
*
Confissão,
não se pode fugir.
*
Sonhos,
acordados ou não...
*
Mar,
um mar de doce encanto.
*
Gostar,
predicado para um só sujeito.
*
Saber,
quem sabe faz a hora...
*
Voar...
Borboletar.
Amar!
Geane Masago

É

Um, assim assado
frito ou cozinhado.

Um, vai que nunca vai
ou fica e, não sai.

Um, salva-se quem puder
ou engana(se) quem quiser.

Um, sentido desatino
viajante ou peregrino.

Um, tormento infernal
ou pecado original.

Um, chove não molha
mas se, ir fundo atola.

Um, segredo de estado
ou pó compacto?

É, isso aí...
...tanto faz

Geane Masago

Conf(uso)

Sei. Não sei,
devia saber?

Não sei ou sei...

Talvez saiba, o que sei.
Talvez nem tanto...

De certo é,
somente o uso do sei.

São tantos sei
e outros não sei.

Portanto, sei o
que não deveria saber.

Se sei, prefiro não saber...
Se, uso o sei.

É, porque sei!
Geane Masago

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Lei da Grav(idade)

Duro feito geléia
mole feito concreto.

Seco feito manteiga
macio feito ferpa.

Doce feito fel
amargo feito cocada.

Claro feito breu
escuro feito farol.

Gelo feito fogo
 cálido feito brando.


Dueto de Mauro Brandão
(e para não perder o costume):

fogo - água - esquenta - esfria
ardor - brisa - caliente - cadência
Se disser que não te quero
É porque tu não queres
Que eu não te queria
cadência - esquenta - brisa - fogo
esfria - caliente - água - ardor
Tudo isso é amor. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Onde

Onde encontrar

Quem tanto amo.
Onde viver esse louco amor?
Há espaço para nós dois?
Onde fazer inteiro 
o que hoje é meio?
Nas cordas dos violões
guitarras ou baixo?
Eu te sonho e voce não vê.
Eu me queimo por dentro e, voce nem sabe.
Eu te grito e, voce nem ouve...
Estaria ele, preso nas cavernas
no serrado ou agreste,
nas ingrimes montanhas?
Ou, serão sonhos que
para todo o sempre, 
serão sonhos?
***
Ah, eu ouço o violão, ele
esta todo desafinado, aqui.
Quem sabe?
Ao toca-lo, voce me ouve?
Quem sabe?
Ao dedilhar as cordas...
Dedilharei nossos sons.
Em cada corda meus dedos
deslizaram seus lábios.
Em cada nota
um pedaço de nós, solto no ar.
Cantarei o amor.
Esta tudo tão dissonado aqui...
Como quando e onde?
Mas, quando esse dia chegar, eu
encantarei o amor...
Geane Masago

domingo, 15 de janeiro de 2012

Suplica


 ______Iasmyn

Nessa hora deixo de ser poetisa

Nessa hora viro uma gaivota

batendo em revoada

na imensidão do mar.

Destino doído cruel.

Seu cheiro seu riso seu doce.

aninho-te em minhas asas

mas, não te vejo

Falta voce aqui...

Da minha dor, faço-me...

da minha saudade, choro.

Escrevo pra

te abraçar pra afagar pra te lembrar.

Só pra te lembrar...

Onde voce esta agora?!

Linda flor do meu jardim!
Geane Masago

Céu

________________Pra voce

A tarde caiu
morna serena
sorrateira desavergonhada
trouxe consigo o tom do azul
trouxe consigo a magia do belo
o carinho da amizade
o cheiro das rosas
o sorriso dos anjos.

E, um céu iluminou.
Quando a noite chegou
trazendo consigo o sentimento da paz.
O mundo nunca mais será o mesmo.
Depois das cortinas,
há vida, ha sonhos, ha verdade.
E, um céu repleto de estrelas
Voce, está lá!
Geane Masago

O encantamento

O ENCANTAMENTO
Por João Briito Sousa


De ti me vem a inspiração
Para viver
As portas abrem-se dar em par
Vai passar a procissão
E a Nossa Senhora és tu
Com o véu
a condizer com o resto
tu levas tudo


tudo, tudo...


Que Nossa Senhora tão linda
eu sei,
porque seguro o andor
e levo a opa vestida
e sei que tu não és Nossa Senhora
mas a minha querida
que para mim és tudo


tudo, tudo.


que em qualquer momento
causas em mim
encantamento.

Não sou poeta & Ser poeta (Dueto)

Se,
eu fosse poeta
saberia escrever METÁFORAS.
Não sei, não sou...
Minha alma transborda,
veios de verdade.
Meu inferno meu céu...
Sou o que penso,
sou o que escrevo,
sou o que leio.
Com metáforas ou não.
Geane Masago


Ser poeta é espremer a laranja até sair flores
Atirar palavras contra o vento até que elas voem com/o pássaros
Passados, pasmados passos dos pássaros
Ser poeta é fingir-se triste para entristecer os alegres
E fingir-se alegre para secar as lágrimas desalentadas
O amor é cântico dos signos na dança das letras
E a guerra cessa-se para a passagem das alegorias rimadas
Ritmadas, camufladas, carimbadas pela alma do poeta
Que faz o mundo virar do avesso só para sentir o calor do seu magma
A poesia revoluciona, e o poeta é o soldado se armas
Sem armas?
Armas sim! Ama, amarra, amálgama,
as armas mais poderosas são as palavra
poetizadas pela nave sem rumo do poeta.
Mauro Brandão

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Caiçaras (Dueto) Sidney Santos & Geane Masago

CAIÇARA
Sidney Santos

Caiçara sou, dos pés nas areias
Olhos no infinito
Sal na pele, sangue doce nas veias
Abraços no mar bonito

Caiçara sou, na vida poesia
Versos de amor
Cantigas de alegria
Do sol, minha cor

Caiçara sou, amigo do vento
Do canto da sereia
Noites de alento
Pequenino grão de areia

Caiçara sou, menino à correr
Amor à espraiar
Na ilha viver
Só pra te amar

Poeta dos Sonhos
Caiçara não sou, sou...

Caiçara não sou de sangue
sou de calma
sou de alma

Caiçara não sou das aguas
sou de sonhos
 sou de matas

Caiçara não sou de vento
sou de tempo
sou de desejo

Sou a-mor
sou a-mar
 e o mar...

Geane Masago

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

No oitavo dia

Buscar atrás da linhas;
o fio a meada.
Encontrar na fria madrugada
...
um vestigío do que foi
do que é do que será.
Nunca esquecer do pálido verso.
Entalhar nas veias o amor
mesmo sem poder tê-lo,
mesmo sem poder sê-lo.
Esculpir n'alma a hibernar,
há muita coisa à ser ser feita,
despentear os cabelos
arrancar os esmaltes
o rubro dos lábios.
Ir, sempre ir...
Ir sem medo, de ir.
Deixar a lágrima cair
ninguém precisa saber, faz bem!
Não olhar o inverso.
A estrada tem nome; vida.
Ponto de partida...
...o rascunho de uma, poesia!
Geane Masago

Improviso

Se, fosse uma carmélia
ah, seria tão mais bela.

...
Se, fosse uma calendula
ah, seria a lenda.

Se, fosse uma rosa
ah, seria tão mais formosa

Se, fosse uma margarida
ah, seria a prometida.

Portanto é, só um singelo jasmim
esparramado num qualquer jardim

A, exalar no ar a vida
O belo e o amor...

E há, ainda quem duvide!
Frágil sensível e doce... ...
Geane Masago