Geane Masago

Um espaço todo seu para puro deleite do leitor, aqui voce encontrará a poesia intimista. Seja bem vindo.

Wind love

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Destilada (Izabel Lisboa)


divino instinto humano
mata[dor] do tempo
devora[dor] das horas
rebuliço de bicho no cio
unhas carne suor
sangue a ferver
eros absinto
espalha[dor] de desejos indizíveis
excitante rabo de foguete...
recôncavos e meandros
de um azul tão errante
...
onde a mesquinhez do tempo?!
onde o medo da morte?!
o universo é mais vasto por aqui...
acredite...


Izabel Lisboa

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Sem diferença

A poesia é assexuda
inebriante contínua
furia calmaria
cálida ou fria.

A poesia é verbo
eu lírico doado,
cantiga ou prece
lágrima e acalento.

A poesia é devaneio
esperitualidade e realidade
agua vertendo ou concreto feito
morte e vida.

A poesia é palavra desconecta
linhas versos entre-linhas, 
folha papel sentimento,
sem sentidos. Linguagem secreta.

A poesia é dor-amor.
boca lábios ensejo
mistério d'alma
rio que corre para o mar.

É, feito a mulher.
Pronta pra ser desvendada
sentida e absorvida!
Geane Masago
 

Alcova

As vozes doces faceiras
Sorrateiras roucas feiticeiras.
Largada debochada safadas.

As palavras ditas sem sentidos.
Dementes inclementes
Destilavam ardências desejos.

O ais ais e ais. Percorriam todas veias
troncos nervos e músculos.
Vertiam desejos insanos.

E, na euforia dos deleites
Quem sabia quem era um,
quem era o outro?

Corpos nus cálidos 
loucos seguindo o ritmo 
ardentes carnal.

Batidas entoadas
falas. 
Tesão!

Feche a porta amor!
Fechou?! ... ... ...
Geane Masago
 

Flores

___________Verso pra menina.

Sementes pequeninas
jorradas num fétil chão.

Quem há de saber
que cor terá? Flores

Pequena ou grandes
rasteiras ou em galhos... Flores

Se tivessem sorriso
como seriam? Flores

Se pudessem falar
como falariam? Flores

Trazem consigo
o aroma da vida. Flores

Mudas estáticas 
exalando desejos. Flores

E, no jardirm da vida.
espreita espera
do toque gentil afago
de um jardineiro.
Flores...
Geane Masago

Do verbo [f-a-z-e-r]


Faço das pedras, jogo.
Das dores, força.
Das incertezas, silêncio.
Das vontades, caminho.
Do espelho, sombra.
Da cicratriz, lembrança.
Da alquimia, desejo.
Do precípicio, revoada.
Da solidão, elo.
Dos sonhos, continuidade.
Das lágrimas, esperança.
Das angústias, afago.
Dos medos, fotaleza.
Do amor...
...escolha.
Vida!
Geane Masago

Gênese



Nos pergaminhos poéticos
Desbravei estradas
Entreguei minh’alma
Desvendei os incógnitos
Pus meu chapéu tirei o véu.
Expurguei as brumas.
Adentrei as metáforas. 

Virei sereia n’areia
procurei um pirata
encontrei um rei
chamaram-me de Maria
mas, meu nome é G
A sétima letra a sétima nota
No sétimo dia nasceu G.

Li e reli o caminho de Dante,
De baixo pra cima de cima pra baixo.
Descobri onde ficava o inferno
Meus pesadelos terminais.
Deixei a fêmea virei a fera.
Pincel tinta óleo, meta & rima.
A borboleta e a serpe.

Então me veio Gênese
Adão e Eva
o par perfeito
sangue comunhão 
desejo alma e carne.
Onde estaria o pecado?
Num simples ponto final.

Vivi em poesia
Sonhei em poesia
Cantei em poesia
Amei em poesia
E, se alguém não gostar!
Que pelo menos, tente.
Afinal, Gênese é uma história!

Não é?!
Geane Masago

A colheita




Geane Masago

Quando os desejos se tramam
os amantes alucinados gemem baixinho.
Vestem-se de fogo
despem-se de volúpia

Os mistérios se tornam doces
sons internos nada secretos.

Os Deuses dizem amém
o cupido sorri, sorrateiramente.

O líbido inclemente
corre por todas entranhas.

Faz o sal ser açúcar
o suor ser liga.

Colhem juntos o êxtase e,
acima de tudo o amor!

Por fim a paz sorri
num breve sorriso!