Geane Masago

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Wind love

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O ultimo desejo


Antes do dia virar noite,
prometa-me não derrame
uma só lágrima.
Quando eu ja não mais ser,
não se desespere.

Pra nosso contentamento,
espero esse dia chegar.
Brilhar-me-ei nos arrebóis do infindo.
Não me perturbo nem temo a morte.
Quero o repouso da lápide
o gélido do mármore.

Tomo o pão e dou pão
todos os santos dias,
pra que quando ela chegar
possa-me ir de encontro
ao profundo oceano
do silencio das palavras.

Prometa apenas em se lembrar,
que fui sopro ao vento, um pó do mar.
Que minhas pegadas por terra
foram do verbo fazer - e, eu fiz!-
Que fui vento, ventania e brisa
no cheiro da maré.

Ah, não chore nem lamente.
Mas cante, cante bem alto
a ultima poesia.
Pra que eu possa ser
Gaivota sem destino
livre na imensidão do infinito.

E quando voce avistar uma,
solitária em pleno voo,
lembre-se o quão lutei
por apenas querer voar-amar!
Geane Masago
(04-03-2013)

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