Geane Masago

Um espaço todo seu para puro deleite do leitor, aqui voce encontrará a poesia intimista. Seja bem vindo.

Wind love

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Sal-do-mar




Sal-do-mar
Sabe... o tempo passa, ou
passamos nós pelo tempo?

Sabe... saudade é uma dor miú-da,
má-chuca e fere?

Sabe... quando assim o é,
o mundo perde a cor o tom
até o mar perde o seu sal.

Sabe... um duo sem seu par,
é apenas um número,
cantando solo, só

Em dó menor,
ou maior ou,
tanto faz!...

Sabe...
eu já te disse
tudo isso?...
Geane Masago
(31-05-2013)

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O roubo

O roubo

Furtaram-me o que de mais belo
eu tinha à oferecer (sorriso).

O perdi, não sei bem onde foi parar.
Porém não puderam levar meu olhar
que até hoje, plaina perdido em alto mar.

Quiça torpes, procurem aquilo q'ue-sei
nunca mais hei de encontrar.
Geane Masago
(30-05-2013)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Eh

Eh

Vem cá minha presa.
Mas, vem logo porque
hoje vou te laçar,
puxar, catar, beijar.

Eu quero entrega,
vou te pegar
em ti vou galopar.

Eh... ...

Eu quero ver
o caldeirão todo ferver!
Geane Masago
(27-05-2013)

domingo, 26 de maio de 2013

Ai II

Ai II

Ei quando eu sumir e a cá não estiver
é porque noutra esfera fui parar.
Fui me perder naquele mundo 
de sonho-tesão e devaneio.

Não me faças perguntas.
Pois cega, sei que não sou
e de santa, não tenho nada.
Mas, e se for pecado?!
Que assim sejas, então!

É nessa imensidão de carne
q'eu quero me perder inteira-toda.
A começar naquela boca
e terminar naquilo-tudo.

Ai...
Geane Masago
(26-05-2013)

sábado, 25 de maio de 2013

O canto do silencio

O canto do silêncio

A mansão continua intacta no seu mesmo.
O silêncio grita em eco se faz gigante, dorido.
Os olhos falam o que a boca tenta omitir.
Enquanto a cama esta vazia eu cubro-a de nós-dois.

Ouço passos na escada 
em ritmo intenso, porém lentos.
Pra cada metro distancia
um quilometro de saudade.

Enquanto houver a poesia
uma nesga de luz adentra
na mansidão dos sonhos!
Geane Masago
5-05-2013)

domingo, 19 de maio de 2013

Cama su(tr)a


Cama su(tr)a

Bula, mecha, retorça.
Caia de boca e de corpo.
Desarruma, ajeita
me joga, me toca, me roça.

Do convexo ao côncavo,
tira, põe sem dó sem drama.
De lado, de canto ou de quatro,
portanto sempre em meu entremeio.

Suba, desça em ritmo dois ritmos...
...respir-ação e inspir-ação.
Queima-me em ti,
até que a brasa faça-se em água!
Geane Masago
(19-05-2013)

sábado, 18 de maio de 2013

Puro Instinto

Puro Instinto

Cavalgo contra o tempo se preciso for,
mas nunca volto pro começo.

Não temo tempestade alguma
porque nasci pra guerrilha.

Inverter os postos é o meu lema,
do não para sim e vice e versa.

Não mata-me o pequeno
porque nasci para ser grande.

Desfazer uma rima é coisa fácil,
difícil é fazer compreender o genuíno amor.

Não me submeto ao sujo, sabendo-se que
meus passos são instintivamente, limpos.

Sou bicho-bruto sim, não nego.
Porém amor-maciço!
Geane Masago
(17-05-2013)

No aguarde


De malas prontas


De malas prontas

Antes de a aurora chegar, dar-te-ei minha mão,
pra que juntos alcancemos a luz do infindo.
Fronte a fronte sorriremos o sorriso mais bonito.
Então que nosso(s) olhar(es) nos faça duas crianças
à correr pelos vales da vida.
*
Quando entardecer que nossas almas sobrevoem
todo o uni-verso dos sonhos, tantos.
Portanto, quando a Lua despontar no céu,
que os cantos dos anjos nunca nos pare de embalar
nossos corações.
*
Mas, quando as estrelas vierem nos visitar
e seu cintilante nos tocar, estaremos entre os
altos e baixos da vida.
Assim sendo, saberemos salpicar
entre o sim e o não e, em fino-trato.
*
E quando o manto da madrugada der-se como cenário.
Amar-nos-emos sobre o mar(avilha) de todas as descobertas.
Onde a palavra amizade - hoje -,
reflexo do amanhã - , alavanque à reta final.
Venha brindar-nos em o mais belo de todo(s) o(s) amor(es)!
*
Estamos, chegando...
Geane Masago
(16-05-2013)
 

Carta à uma flor


Carta a uma Flor

Tentei fugir, juro que tentei, mas os meus olhos pardos não me deixaram.
Flor, meu coração chora, parte-se em lhe ver assim, já não mais encontro palavras para amenizar tamanha dor.

Você sabia que, existem dois tipos de palavras; aquelas que curam e outras que matam.
Estou vendo-te morrer dura e lentamente. Portanto há palavras que nos vem como bálsamos à alma.
Gostaria agora de ser uma jardineira de trazer-te no peito e lhe regar de amor - amor incondicional - tirar-lhe todas as dores.

Mas que posso eu fazer por ti? Gostava de tentar-lhe explicar que: só há uma única condição para que você possa reluzir neste imenso jardim. Lembrar-se de seus tons, do perfume que de ti exala.

_Quantas vezes você já chorou e ninguém nunca nem viu? Quantas vezes você sentiu sua alma queimar de tanta dor, sem nem quer saber o porque?
Sim eu sei, nada é tão fácil assim... Mas quem sabe um pequeno apelo de "Tente outra vez "; como já dizia em seu canto Raul Seixas.

Onde foi que perde-te seu brilho, em qual curva de um rio qualquer ou melhor ainda, em qual entulho de terreno baldio perdes-te seus sonhos? Onde, foi mesmo?!

Pois então, é passada hora, Flor vá lá, vá é tempo de resgate, autoestima, amor-próprio em primeiro lugar.

Sim, já sei, não precisa nada me dizer: choras agora! Pois, não chores. Uma verdadeira Flor nunca- jamais, chora, a não ser que seja de tanto amor, jamais por dor.

E lembre-se, o tempo não fora feito para todo o sempre, ele urge!
É tempo de renascer de ressurgir, quero ver esta flor florir pelos jardins da vida!
Uma flor para outra Flor!
Geane Masago
(15-05-2013)


 ............................................................................Resposta de uma Flor
Flor Poetisa
Desculpe minha demora em responder tua carta. 
Sei que explicar não justifica-a.
Sentir-se flor, não é brincadeira.
Saibas, no entanto, que tua carta despertou em mim múltiplos sentimentos.
Com meus olhos bem abertos acredito em ti.
Permitas ao teu coração pulsar de alegria e se dele emanarem lágrimas, que teus olhos sejam lavados por elas.
Como girassol, na minha rotatividade lenta fiquei presa e não consegui acompanhar a alucinada rapidez, que a felicidade requer para viver.
Girei em torno de mim mesma mais do que deveria? Talvez. Contudo, de vez em quando, isto é necessário. Por que, não?!
Até o planeta (masculino), Terra (feminino) com seu movimento de rotação carrega consigo tudo que carregamos. Com seu movimento de translação gira em torno do Sol num silêncio aparente.
Nada comenta, tudo curti, tudo compartilha à sua maneira.
Palavras balsâmicas para a alma, quem as sabe pronunciar de forma certeira a tirar todas as dores sentidas pelo corpo?
Qualquer autor já falecido, desencarnado, já de alma livre, leve e solta, ganha sopros de vida, através de quem os cita. E, quem os cita, humildemente empresta-lhe o corpo para suas ideias registradas nesta vida, nesta dimensão sobrevivam ao esquecimento.
Flor não chora, flor transpira o amor incondicional, despreconceituoso e verdadeiro.
O amor, o verdadeiro amor não se apossa da alma; permite-se viver.
Sou fogo, sou água
Sou terra, sou ar
Sou revolta, sou calmaria
Sou desejo, sou saciar
Sou espinho, sou flor
Sou vida, sou mulher
O que sentes a ti pertence.
Sei o que sinto
Sei o que digo
Sei o que quero
Sei o que faço
Sei o que sou.
Não se é poeta ou poetisa por querer alheio.
Quem assim é, é porque nasceu e carrega em si todos os sentimentos, que, quando libertos com palavras, despertam sonhos, lembranças, quereres, desejos, sorrisos, lágrimas, alegrias, tristezas, esperanças, incertezas e certezas. Uma delas: o mundo seria pior se não existissem poetas e poesias, escritas, faladas, cantadas, representadas.
Agradeço a linda mensagem, Flor Poetisa.
Meu carinhoso agradecimento chega a ti na flor mais linda, mais perfumada que possas imaginar. Para teu saber, a que escolhi, tive o cuidado de retirar todos os espinhos de seu caule, para não machucar-te.
Permita-te ser jardineira, plantes e cuides do teu jardim.
O tempo não urge, a vida é que urgentemente quer ser bem vivida.
Parabéns! Felicidades, Flor Poetisa!
"De uma Flor para outra Flor."
Beijos
Eliana Branco Gonzales

( I Parte)

......................................................................................Querida amiga Geane!
A natureza é sábia. As flores que têm espinhos não os têm por acaso.
É sabido que em Botânica, espinho é descrito como "um órgão axial ou apendicular, duro e pontiagudo, tais como os encontrados nas laranjeiras, resultantes da modificação de um ramo, folha, estípula ou raíz, constituído por tecido lignificado e vascular, e que se arrancado destrói o tecido subjacente.
Geralmente espinhos são estruturas modificadas. Nas cactáceas os espinhos, por exemplo, são catafilos (folhas modificadas, com menor grau de organização que folhas comuns) para evitar perda d'água.
Existem também estruturas semelhantes encontradas nos vegetais da família rósea, por exemplo, os quais não são espinhos, na verdade são denominados de acúleos os quais são uma espécie de pêlos enrijecidos compostos pela presença de lignina ou acúmulo de substâncias inorgânicas impregnadas junto à parede celular. Quando se destaca o espinho, há danos no vegetal por o espinho ter ligação com o cilindro vascular, diferentemente do acúleo que não possui este vínculo e é facilmente destacado, ficando no seu lugar uma "cicatriz”."
Sem estes, que seria das flores? 
As flores que têm espinhos encontram neles sua defesa.
Possivelmente, por não saber definir suas dores d'alma, o ser humano, analogamente as transformam em espinhos, quando sentem-se flores.
Muitos escritores, poetas, registraram a existência de seus espinhos. 
Por exemplo:

Cecília Meirelles, num de seus escritos registrou: 
"(...)
Eu deixo aroma até em meus espinhos
ao longe o vento vai falando em mim
E por perder-me é que me vão lembrando
É por desfolhar-me que não tenho fim."

Machado de Assis afirmou que:
"Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho, 
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!"

Cartola, também fez sua afirmação em sua composição "As rosas não falam". Música cantada e interpretada pela primeira vez em 1976, pela conhecida e reconhecida cantora Beth Carvalho. No vídeo que segue, um momento de pura emoção ao interpretá-la maravilhosamente. 

Alegro-me saber que minha amizade não é um espinho a machucar tua alma. 

Eliana Branco Gonzales
(II Parte)

Poesia de Katy de Souza


Carta de Amor
....................................................................................
"Em broto"

Então é parida a terra e desabrocha
o botão ali antes semente
rompe todo o lar que lhe era clausura
inclemente a umidade lhe abraça
desgasta, implode teu ser num ser minúsculo
frágil corpo a romper os meios
terra úmida impedimento e alimento
absorve a vida dessa que lhe é caminho
eis o ar, eis a luz, eis o broto a germinar
ali encontra um belo sopro ... em broto
a flor que rompe com o mundo
rasga a pele ... implode em claustro
e em beleza se oferece sem nada pedir
és flor novamente e dessa semente
sei ... sempre ... todos hão de florir!!!

- Kátia Golau Cariad -
..............................
RL - 16/05/2013
T4292969

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O Canto da Gaivota


O canto da Gaivota

Sou Gaivota em pleno voo
sem ter hora certo de pouso.

Sobrevoo seu mundo
no rebento dos ventos-brisas e vendavais.

Vou seguindo a voz do canto do mar
dedilhando cada pedaço seu, tateando nossos rochedos.

Mareando seus sonhos entrelaçados nos meus
dos mais doces ao mais louco-tesão.

Navegando entre mastros e velas
dos nossos deleites.

E quando te toco com meus olhos
é no teu doce lábios que me faço em ato.

Entre cada aurora a poesias nos é,
fazendo-nos à cada linha e entrelinhas
Arrebóis - dos nossos sonhos!
Geane Masago
(15-05-2013)


terça-feira, 14 de maio de 2013

Além-mar


Além-mar

Absorta de mim
pego-me pensando em ti.

Pode ser um pequeno furto,
uma loucura, ou sei lá.

Além-mar em seu
mundo fui me encontrar!
Geane Masago
(15-05-2013)

segunda-feira, 13 de maio de 2013

De nada à toa foi

De nada à toa foi

Foi ali naquela madrugada 
triste-fria e vazia, voce me apareceu.

Mais parecia um anjo,
mas anjos não usam chapéis.

Coincidência ou não
o amor-amigo aconteceu.

Paladino-guerreiro meu,
eros em forma de homem.

Passaram-se os meses os dias e os anos
o primeiro-encanto, nunca se perdeu-aflorou.

Pra nunca mais deixarmos
de ser-mos um duo.

Um dueto de poesias e poemas
de almas, corpo e coração!
Geane Masago
(13-05-2013)

domingo, 12 de maio de 2013

No aguarde

No aguarde

Vou dissipando o tempo,
tocando o vento!
Geane Masago
(12-05-2013)

A sombra de Gy

A sombra de Gy

Quando olho Giselly
meu peito corta 
minh'alma assombra.

Quando olho Giselly
o espelho fosqueá
a alma desobedece.

Se ao menos eu pudesse fazer algo
por ti mesclaria, todo seu céu.
Te daria toda inocência perdida.

Quando olho Giselly
a dor grita num silencio
oriundo, calado e profundo!

Mas não posso ficar sem olhar
aquele par de lindos olhos tristes.
Que me insistem em tanto dizer: porque?
Geane Masago
(11-05-2013)

sábado, 11 de maio de 2013

Sem mais


Sem mais

Quando voce encontrar
o meu melhor.

Por favor, não me devolvas
nunca mais!
Geane Masago
(11-05-2013)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Vale a pena conferir

http://homoliteratus.com/quinta-da-poesia-semear/

Carta à Eminem

Carta à Eminem

Hoje estou em fuga
do poema, que dirá do poesia.

Mas, não posso passar 
em nuvens brancas.

Sim há, sim muita sujeira
por debaixo do pano.

Sei que voce não me
compreendera, mas tudo bem.

Quiça, possa dar-me como louca
pois bem, que assim sejas então.

Ah sangue-sugas sim, por todos os lados.
A tua espera, pra lhe sugar todo o sangue
e quando não mais tive-lo, então lhe tiraram
a alma e sobretudo sua dignidade.

A sujeira é grande
cheira enxofre, nauseia.
O ópio se esconde
por detrás do belo. (Cui-dado).

Eu sei, a passarela doce leve e linda - lego engando.
Nem tudo que reluz ouro é; pontuo.
Mas nada como um dia após o outro
com uma noite no meio pra cortar.

Sinto muito por voce...
Sinto, ver voce ser confundida como presa.
Lembre-se voce tem dois olhos,
use-os.

E amanhã ou depois?
Certamente voce lembrar-se-á
desta minha rima louca.
Quiça, hoje infundada!
Ok?
Geane Masago
(06-05-2013)

Mãe


Mãe

Eu sei hoje sei,
doía mais em ti do que em mim.

Dizer-me não!
Por quantas, vezes de ti duvidei?

Mas sempre a acatei.
Porém, hoje tudo é muito tarde demais.

Nem sei por onde tu andas?
Mas sei reconhecer o quão errei.

Não foi por falta de tato,
é eu sei... A senhora tentou.

Eu devia ter lhe ouvido,
um pouco mais...

Aprendi ser filha,
mas queria ser (melhor) mãe.

Me ensina vos-lhe imploro
a mais complexa de todas as artes.

Esta eu sei, ser falha, bicho-errante.
por amor e por favor.

Ouça-me neste agora porque,
eu choro!
Ensina-me, ser mãe!
Geane Masago
(06-05-2013)
 

Momento(s)


Momento(s)

Meu inquieto olhar paz
encontra quando a luz
do teu, toca o meu.

*

Nesta hora, a fusão das nossas almas nos completa.
Somos o duo, na unicidade de ser-e-poder.
Nos amamos em amor puro.
E todas flores do mundo se abrem.
Os perfumes exalam sobre nossos sentidos.
Anjos cantam - bailam.
Duas crianças em pleno voo.
O mais belo de todos os voos.
E, toda a dor se finda,
balsamo para nossas almas!

*

Eis que
a luz do meu olhar!
Geane Masago
(08-05-2013)
 

Brutal

Brutal

O cenário um jardim...
As borboletas dançam sobre o asfalto-branco.
As rosas pobre-coitadas, esmigalhadas pelo chão.
As palavras descem-tocam o imaginário.
E o amor, fatalmente é confundido com o tesão!
Ilusão!
Geane Masago
(10-05-2013)

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Intimo meu


Intimo meu

É voce que ajeito,
todas santas noites
em minha cama, q'eu dispo.

Onde eu te vejo todo nu,
puro deleite pros olhos meus.
Haste em rosa, zig e zag.

Te enlaço em meus pelos.
Meu insano grita seu nome, meu inferno, meu céu.
Minha santa-puta louca rima, o meu tudo.

É em voce,
que sei saber, ser fêmea!
Só em voce!
Geane Masago
(09-05-2013)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Dois em um

Dois em um

Quando dois for um
o suor uma lida
o fogo dessentidos
a leito o deleite
o gemido um canto
a carne em brasa
o vazio preenchido
a ardência e um vício.

Ao celibato um adeus.
Para o tesão, um brinde
dum eterno convite
de que tudo, nos será!
Geane Masago
(06-05-2013)

O fato é...


O fato é!

Tenha olhos para ver
ouvidos para ouvir
tato pra sentir.
Mesmo quando perdido, estiveres.
Mesmo quando não houver nenhuma
razão de ser ou estar.

Seja franco e, observe
o voo do pássaro
a voz do silêncio
o sopro do vento
a dor de um momento
a melodia d'uma canção
os pingos da chuva
o som do trovão
a leitura da bruma.

Mas, certamente
de uma forma ou de outra...
... se, perguntares de alma lavada-límpida
todas as respostas, lhe serão.
Pois, Ele o Criador lhe responderá!
Geane Masago
(05-05-2013)
 

Jardim da poesia


Jardim da poesia

Gotas de orvalhos
caem sobre uma terra fértil.

O jardim esta todo limpo
a espera da sua chegada!
Geane Masago
01-05-2013
 

Mais um

Mais um

Ai boca que gostosa
cor do meu desejo meu!

Ai se te pego!

Pobre de mim,
ai de ti!!
Geane Masago
(06-05-2013)

Anjo(s)


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Dói, mas amo-te


Dói, mas amo-te

Eu que vasculho sempre o nada
destrinchando o melhor da estrada
se preciso for, perturbo toda a rima
semeio flores e colho tempestades
falo de amores mas, vejo as dores
subo e desço o arco-iris da ilusão
temo o reflexo, falo com as sombras
acordo com o sol da meia-noite
não sou verso nem reverso
tateio o impossível
ouço canto do pássaro triste
não me prendo a nenhuma métrica
não sei ser meio nem metade
vou fundo e profundo
comprei passagem só de ida
deste chão já, solo batido
se choro finjo esquecer
faço alquimia das palavras
sigo minha prosa (árdua-solitária-doída)
como um parto-complicado,
mas, não dobro a esquina
meu horizonte ninguém me tira.

Sabendo-se que ao longo desta estrada
minha sina é morrer, é nascer,
no que chamam de poesia!
Geane Masago
(02-05-2013)