Geane Masago

Um espaço todo seu para puro deleite do leitor, aqui voce encontrará a poesia intimista. Seja bem vindo.

Wind love

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O canto do mar


Canção do mar

O mar tem seu próprio encanto
que até mesmo o encanto, desconhece.

Ele pode um dia se ir, feito ondas.
Mas como ondas, certamente voltará.

Tem seu cheiro próprio, sua própria cor
seu timbre e sua voz que inebria.

O mar bem rima com o verbo amar!
*
"Uma vez uma onda, beijar seus pés.
Nunca mais, voce será o mesmo!"
GMasago
(01-10-2013

domingo, 29 de setembro de 2013

Abstrato

Abstrato

Saudades,
palavra triste
que faz o chapéu
ir parar na palma da mão!
GMasago
(29-09-2013

sábado, 28 de setembro de 2013

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

(?)

(?)

E voce, quem é?
Procura o que?
Vais pra donde?
Fica onde estas?
Se foi, já voltou?
Perdida no mundo?
Sei lá...
Quem és tu?
Óh, pobre alma!
GMasago
(27-09-2013

Agora _____ Aldravia


Agora 
_____ Aldravia

Hora
tardia
desenhando
poesia
rima
sina.
Geane Masago
(27-09-2013

S ______Aldravia

S
________ Aldravia

Suculenta
seiva
sexy.
Sua
seiva,
sedente.
Geane Masago
(28-09-2013

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O som

O som
_____Aldravia

Alma
grita.
Cães
ladram.
Noite
silencia.
Geane Masago
(26-09-2013

Posição ________Aldravia

Posição
______ Aldravia

Aquém
do 
mar.
Tecendo
verso 
versejar...
GMasago
(26-09-2013
(26-09-2013

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Náufragos

Náufragos 
________________________________ Dueto

deixo-a saudoso, 'a perfeita liberdade 
de altercar o que entenda por razao;

e sem mais -- a cansada, pobre mao 
deste paulO… um velas-sem-cais
que ao vento, procurou a verdade:
por responder ao canto das sereias
com seus cantares, chorando saudade;

ao oceano rojou sua alma exposta…
lhe pesque o corpo, doce marinheira
e o traga ainda em vida… 'a costa
Paulo Serodio.
(21-092013

*

Quem me dera marinheira, ser?
Somos apenas náufragos, deste imenso oceano.
Submersos nesta senda de nós e nós.

No meio deste mar, há uma ilha onde pássaros cantam.
e nela, podemos repousar nossos sonhos
entrelaçando versos e rimas
gestando à o amanhã, construindo vida.

Se choras tu, choro eu também,
Então... Não chores, mais não!
Aportado, estas!
GMasago
(24-09-2013


domingo, 22 de setembro de 2013

AEIOU do querer

AEIOU do querer (Poesia

Quero o desenho das tuas mãos
sobre minha carne.

Quero o vergar do mastro
sobre minhas entranhas.

Quero sua rima sobreposta
na minha prosa.

Quero ver o açoite que nos assola
 e a poesia que nos consola.

Quero todas consoantes e vogais
na senda das palavras, escritas ou ditas.

Quero este tesão louco entre rimas e versos

- do cru a alma
da carne a tenda
do corpo o intimo -

à nos impulsionar ao melhor de nós.

Sem ter de olhar a quadrante - tempo -.
Quero o teu corpo no meu.
A continuação...
Geane Masago
(22-09-2013


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Avassalado

Avassalado (Poesia

Levante meus cachos
descubra minha nuca
deite por ela sua boca molhada
sussurra-me palavras proibidas.

Me encosta contra a parede
rasga minha roupa, siga este mapa
deste corpo todo seu,
roça cada por menor, sem trégua.

Siga meus caminhos curva-linhas.
Suspenda, minha anca
joga sua língua nesta teia.

Adentre vivo e só saia depois de morto.
Me faças ir - vir em ti
por mim e pra ti e por ti!
GMasago
(17-09-2013

domingo, 15 de setembro de 2013

Aroma de mulher

Aroma de mulher

Porque toda - mulher-fêmea -
tem seu cheiro - peculiar.

Que, quando quer ser amada,
sabe exala-lo pelo ar.

Feliz daquele - homem-macho -
que sabe, absorver tal essência!
GMasago
(15-09-2013

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Eu creio

A crença

Eu creio na dor da despedida.
No gosto d'um retorno da carne de quem deseja.
Na calada silenciosa, angustia de quem ama.
No grito do mudo no desespero do surdo.
No que tudo vê e na boca que se cala.
Na tensão da fuga e na acolhida d'uma volta.
No peso da pena na leveza da cruz.
No transe da tesão.
E na (minha ultima) oração
o canto da poesia!
GMasago
(12-09-2013

Inspirado em Santa-puta

O jogo

O jogo

Não me intimido, me vou.

Sigo seu rastro, sem-vergonha.

Me ardo profundo, me largo profano.

Em sexy eu te chamo, do intimo ao intimismo.

Sua voz ecoa nos meus sentidos, me arrepio...

Te enlouqueço e me refaço em cada vã palavra,
nada sã, que me-nos lavra.

Serpenteando a libido,
nesta louca simetria de nó e, nós!
Geane Masago
(12-09-2013

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Crasy




Crazy (Poesia

Não, não me ouça, a teu contento
Mas, não me contenho - perdoa...
Me deixa só, neste meu grito contido.

Na dança da serpe, o tesão tem seu próprio ritmo.
Retorço na noite em busca de ti, no meio de mim.
Sua voz rouca-louca ainda, me corta por dentro.
Seus pelos, poros - suores, vertigens pra estes olhos, crus.

Óh, mas querendo...
Me joga nesta cama, me faça - me aconteça.
Nesta senda ortográfica,
me dou inteira pra este teu olhar vadio.

Ah, já sei...
... feito-feras no cio.
Não, me deixa louca, por favor...
.... mais, do que já sou!
Geane Masago
(09-09-2013

domingo, 8 de setembro de 2013

O voo do poeta II

O voo do poeta II
___ A continuação

Viver sem o voo, é atar-se ao vazio do nada.
Não soluciona, mas alivia...

Ao invés de pés,
asas porque, o jardim é infindo.
GMasago
(08-09-2013

O voo do poeta ______Dueto

O voo do poeta

E não haverá voo algum,
se não houver a ousadia de voar.

E não haverá poesia,
se não houver a entrega à um sonho!
GMasago
(30-08-2013

*
A Verdade, Sobre Os Sonhos Caidos
(rebate ‘a Geane e Florbela E.)

e não haveria voo algum,
e não haveria poesia,
a entrega a um sonho!
Ou a ousadia de voar:

se não houvesse um certo lugar
onde o “não” a nada obriga 
o “sim” nos eleva e abriga
de esperancas, sonhos e luar

quando o “sim” e “nao” caiem por terra
o “talvez”, nos ilumina…; E impera
um sonho, escravizante em proveito
de terrores e deleites - medonho

mas so’ quando cai a vontade
e cansados passamos alem da dor
se o alem que la’ encontramos
for p'la vontade que dedicamos
ao saber de verdade e amor

e se a morte e’ a esperanca partida
e’ na morte dum sonho que renasce o ardor
de outro - e nao antes;  e isso, e’ coisa vida

***
Paulo Serodio

sábado, 7 de setembro de 2013

O desejo e o inesperado _ (Conto

Era tarde, uma dessas quaisquer.
Gisely ouve seu celular tocar... Sai correndo, em busca dele. Olha para o visor e quem era? Logo quem, o homem que a tirava do plumo.

_Oi Bruce. Fala num tom melodioso.

Coisa que toda boa fêmea sabe o que quer, faz nestas horas...
Ele a responde carinhosamente como também com aquela voz máscula, vil. Gisely não se contia com aquele tom de voz - tinha timbre, tinha posição sonora. - Era o mesmo que leva-la à tocar o céu ou joga-la de vez à o inferno. Uma loucura.
Não conseguia sequer esconder sua excitação.
Conversas foram trocadas, risos e dengos, estavam ambos ali, tão distante e ao mesmo tempo tão juntos.
Papo vai papo vem, ela toda fogosa, não se contendo mais com seu mundo exterior, vira e diz:
_Bruce, espera, vou pro quarto preciso me deitar.

Lá vai a mulher correndo, vai ligeira. e deita-se.

_ Escuta Bruce, estou agora aqui deitada. Ele ouve-a em silêncio, ela continua. Sua voz que a pouco estava normal, nesse momento já tinha mudado de tom, soltava uma fala rouca, sinuosa como que um chamado para o amor. Então nesta hora, começa o jogo de sedução de Gisely.

_ Voce sabe como estou? Deitada, mas, não com o jeito normal, e sim, com a bunda pra cima. Bruce silencia. _ Sim Bruce, deitada com a bunda pra cima e a cabeça sentido chão. Estou, latente me queimando por fora e por dentro. Pense nisso, eu te quero!

Bruce calado estava, calado ficou. Enquanto que ela, soltava uns breves sussurrados ai's.

_ Ei mulher, vamos descansar já esta tarde. Até amanhã! Beijos. Diz, Bruce.

A ligação dar-se-a por encerrada.
Gisely meio que atônica, levanta-se da cama, sente um zonzeira frontal sobre a cabeça e a balança.
Neste instante ela pensa; um dia ainda que, enlouqueço por causa deste homem.

Geane Masago
(03-05-2013







sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Concretismo _____A pena

Concretismo (Poesia
_____________A pena

Então, ele disse:
_Serás Florbela Espanca, poeta...

Ela, respondeu:
_Sereis, escrivinha-dor!

Geane Masago
(06-09-2013

http://youtu.be/xe6U0re4TUE

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Impressão digital

Impressão digital

Foi caminhando só,
que aprendi, caminhar poesia.

GMasago
(03-09-2013

Adentre

Adentre

Não precisa pedir.
sei bem o voce quer

A casa é tua
é só se achegar.

Não hesite,
não se demore.

Bate nesta porta
com os seus dedos suaves.

S'eu não ouvir
toque com mais intensidade.

Ela é estreita mas por detrás dela
encontrará um enorme labirinto.

Se acaso, voce se perder,
eu te acho!
Geane Masago
(03-092013

domingo, 1 de setembro de 2013

A-mar

A-mar

Ah-mar meu ver-de mar...
E de tanto eu ver-te
cada vez mais em ti me verto!
Geane Masago
(02-09-2013

Uma pequena homenagem a cidade de São Sebastião, dando de frente com Ilha Bela